Professora Leopoldina, certamente, tem como origem a base de Dona Maria Leolpodina Josefa Carolina de Habsburgo que foi arquiduquesa da Áustria, primeira imperatriz-consorte do Brasil e, durante oito dias rainha-consorte de Portugal.Ela não aceita comparações; nem tão pouco de ser chamada de rainha de nossa escola, como alguns colegas a ela se referem: “rainha”.E há uma certa razão de ser porque a nossa Leo é altiva, imperiosa e que luta pelos diretos de todos. É uma interlocutora dos mais humildes. Quando um aluno está passado por situação difícil ela organiza uma lista e chama a todos para ajudar.
Um nosso aluno cujo pai abandonara o lar, deixando a família totalmente desamparada teve em Leo o conforto amigo. Ela convocou uma reunião, pediu que parássemos e fizéssemos uma oração todos de mãos dadas, pedindo a Deus que abençoasse aquela família e que fizesse aquele pai refletir nos filhos e esposa a fim de retornar par o lar. Além das orações ela organizou uma lista de itens alimentares, higiene e outras necessidades e ela , ainda, pediu a cada professor do Colégio Estadual Francisco da Conceição Meneses, Colégio Roberto Santos 1ª grau (Robertinho) e 2ª grau (Robertão) uma contribuição em dinheiro para ajudar no aluguel.
Foi com o empenho dessa majestosa mulher que a família foi inscrita em órgão de governo e organização não governamental para ajudar aquela família. No campo jurídico orientou e acompanhou a mãe para que o pai cumprisse o seu dever e desse os direitos do filho. Fatos entre vários que mostram como pensava e pensa esta rainha devotada para a educação, principalmente dos mais necessitados.
Leopoldina tinha o hábito de chamar os pais dos alunos com dificuldades para as falas, na conversa ela orientava os pais como acompanhar os filhos; ao mesmo tempo em que no dia de folga dava banca, na escola, a aqueles com grandes dificuldades. Era interessante ver Leo fazendo banca com os alunos e antes das bancas com aquela voz angelical e potente ao mesmo tempo ela dizia: “meu filho (ou minha filha) você não vai conseguir nada na sua vida assim. `Agente` pra vencer na vida precisa estudar. Painho e mainha não têm herança para deixar. A única são os estudos, logo vamos orar e pedir a papai do seu que nos ajude a aprender e sermos homens e mulheres de bem, meus filhos”. O carinho das palavras a mansidão de sua voz encantou, encanta e continuará encantando cada um de seus eternos alunos.
Seja como for denominada Leopoldina é uma grande educadora, mentora, professora, docente. Não importa o termo, o que conta é o seu papel como uma pessoa que sabe a importância da educação para a juventude.
Uma professora nascida em terras mineiras e que veio para a capital baiana desde a juventude. Aqui aprendeu como diz ela: “o jeito baiano: de viver, de fazer amigos, de ser Cortez com as pessoas, de ser sincero, acolhedor”; e complementa: “até o jeito de cozinhar e aliada à cozinha mineira”.
Léo ensina matemática como quem ensina um ritmo musical, procura sempre uma maneira inovadora e carinhosa de tornar os números mais lúdicos de tal forma que seja fácil de aprender. Uma educadora que luta por uma educação de qualidade, que considera ser a educação a única herança para os menos afortunados.
Saiba, Leo, Que você é o exemplo para todos nos educadores. Seja sempre Feliz e volte sempre para nos visitar.
É fato comum no Brasil procurar bode expiatório. Não, me refiro, aquele bode expiatório: animal separado do rebanho, deixado sozinho a mercê da natureza como parte das cerimônias hebraicas; nem tão pouco ao Dia da Expiação, em Jerusalém, cuja descrição você pode encontrar na Bíblia Sagrada, em Levítico, cap. 16. Não me refiro, portanto, a eles. Refiro-me a uma época, não muito distante, em que os economistas do governo para justificar as altas taxas de inflação, e por tabela o fracasso no combate a inflação, apontavam o chuchu, a batata e até o cigarro como argumento para, tentar, justificar os contínuos e seguidos erros da política econômica.
Hoje, por outro lado, o bode expiatório para explicar e acobertar falhas de gestão, e negação de priorização da educação como mola mestra para o crescimento cultural e econômico, é o professor. A fim, também, de mistificar um falso debate acadêmico são convidados inúmeros olheiros de plantão, que mais fazem visitas as escolas do que ministrar aulas. Porque existe uma diferença em conversar de escola e de adentrar a uma sala de aula e ensinar. Não é aquele discurso vazio “o professor não ensina, ajuda o aluno a aprender”. Muitos se convencem e se convenceram disso, de ser um professor um mero facilitador, cujo termo ainda está em cada canto das escolas.
Tenho pensamento discordante, e quero que provem a min que estou errado. Pois acredito que o professor ensina. Imagine aquela professora que pega a mão do aluno e lhe ensina o movimento de cada letra, visto a dificuldade do aprendiz. Ou quando o professor demonstra os caminhos da solução de uma equação, ou o percurso da reflexão. É claro que tem que haver a outra ponta: o compromisso do aluno com a aprendizagem. Isto porque o professor não vai obter êxito se o aprendiz se fechar para o ato de aprender. Não é possível vitória se não houver uma equipe, um grupo buscando o sucesso; mesmo em competições individuais há uma equipe em prol daquele competidor. E a escola não é diferente do mundo real.
O fracasso no esporte, para aqueles que têm visão de conjunto, é repartido entre todos e não imputado a um único indivíduo. Concordo se você pensa que uma medalha é entregue a único vencedor. Tudo bem é fato, entretanto o conjunto de atores que auxiliaram no desenho daquela vitória são, do mesmo modo vitoriosos; ou se o contrário a derrota é partilhada por todos. O fanático é que vai, de fora da razão, justificar ou caçar justificativas.
No âmbito escolar, a culpa pelo fracasso do aluno é o professor. Mesmo que os governantes não equipem a escola com o mínimo necessário: piloto, papel, livro... Idem para o caso em que a situação nutricional de carência do educando por conta de alimentação adequada. Situação de miserabilidade familiar em adição falta de merenda escola, água, banheiros inapropriados, salas imundas, carteiras quebradas, falta de civilidade. Conjunto de coisas construídas por falta de visão de dirigentes que não priorizam o ensino e aprendizagem como metas. É o professor único anfitrião dos infortúnios educativos? Aqueles que apregoam o professor como mestre satã das mazelas educativa o fazem por engano ou premeditados?
Ou, embarcando na reflexão querem o professor como o bode expiatório, semelhante ao chuchu, a batata e o cigarro com o objetivo de justificar os altíssimos índices de evasão, repetência, desinteresse, apatia. É o “réu-professor” o eleito por todo tipo de técnico, políticos e curiosos como o criminoso, o responsável único pelos seguidos e costumeiros erros da política educacional da nação. Exemplificando, se o aluno é desinteressado é porque a aula é desinteressante. O professor não traz novidade para a sala, não usa uma roupa de Xuxa, não imita rambo, não se veste como palhaço, ou outra coisa parecida. O profissional de educação precisa requebrar, dar pulos, para que a aula chame a atenção do aluno; e, assim, tornar a aula muito interessante. Concordo com a ludicidade, e inclusivo é interessante visitar o site de professor Anselmo, pois ele trata muito bem o tema. Mas voltemos onde paramos, quando falava das opiniões que querem atribuir ao professor o insucesso do ensino nacional. Dizem eles que a escola tem computadores, data show, web câmera, tv de 29. E esse "pobre coitado ou coitada" nada faz. Não usa a modernidade com o intuíto de tornar as aulas mais dinâmicas, questionam.
O CULPADADO NÃO É O PROFESSOR. ELE É TAMBÉM VÍTIMA, ÁRTE 2
Bibliotecas repletas de clássicos, e o professor na mesma, com aquelas aulas expositivas não explorando o potencial do futuro leitor. A propósito, a culpa da falta de leitura é do professor porque ele não ler. Logo, o aluno não é leitor, por única culpa do professor. Certo? Errado! Ora, se isso fosse verdade, então a culpa do Brasil ter uma população de desdentados, seria é claro do dentista. Isto é, com base na premissa anterior do professor ser o culpado pelos males da educação. Em sendo assim, cabe aos dentistas a responsabilidade pelo fato do Brasil ser um país de desdentados. Será que os odontologistas aceitariam uma afirmativa de tal natureza, obviamente não.
Somem-se, ainda, os hospitais super lotados, macas pelos corredores, pacientes no chão, encostados as paredes, alguns gemendo de dores e implorando por atendimento. Outros aguardando na portaria o maqueiro que demora de chegar, por que precisa colocar um paciente em cadeiras de rodas, a fim de usar essa maca com aquele paciente da portaria, que acabara de chegar. Toda essa sorte de coisa é culpa dos médicos.
Em de acordo com essa tal lógica da culpabilidade, se como disse a premissa fosse verdadeira; a culpa das estradas esburacadas, cheios de crateras, sem acostamentos, também seria culpa dos engenheiros. Porque os engenheiros não fazem o serviço com amor, não usa a modernidade a fim de tornar o asfaltamento mais dinâmico, diminuindo os acidentes e a velocidade dos carros. E a violência urbana ou rural é culpa da policia porque prendem demais e, com isso, lotam os presídios, delegacias. Revoltam os presos e causando mais violência. Se a polícia prendesse menos os presídios não estariam lotados, um absurdo se isso fosse verdade.
Absurdo, de tamanha indignação, é dizer que a culpa da mulher ser estuprada é porque ela veste saia cura provando o homem. Alguém em sã consciência aceitaria isso como verdade? Seria o mesmo que dizer que os bancos são culpados pelos assaltos, porque guardam muito dinheiros nos caixas e cofres, risível. Nenhum banqueiro iria ouvir tamanho absurdo sem uma reação a altura.
Em sendo assim, é urgente e necessário se buscar um verdadeiro resgate para a educação nacional. E isso significa investimento. Quando o governo cria cargos dando reajuste de mais de cem por cento há recurso. Quando é para educação gera gastos, não investimentos. O professor que não é culpado de coisa alguma é tão vítima tão quanto o aluno, pois são eles que passam oito horas em escolas: com sanitários quebrados, carteiras quebradas, salas sujas, sem poder fazer suas necessidades, com falta d’água, insegurança, assaltos, roubos, furtos, ameaças, ataques de gangs, falta de policiamento. Logo, que todos os faladores de ocasião percebam, que quem fazem educação, quem ensina, quem ajuda os jovens a ter perspectiva de uma vida melhor é o professor. Portanto, o professor aquele que lhe ensinou a falar o que você fala hoje merece respeito, e não é o bode expiatório da mazelas criadas e plantas pela elite, cujo único objetivo é faturar doar em quem doer